terça-feira, 4 de setembro de 2012

O biocombustível e suas controvérsias



                                        http://www.youtube.com/watch?v=SF1MuNFDeOg - Os Caminhos a Energia 4 (6 episódios)


Muito tem se falado nos dias de hoje, sobre o uso dos combustíveis alternativos, com o intuito de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera e consequentemente o aquecimento global.
Esse assunto está na pauta dos políticos, cientistas, ambientalistas e da sociedade em geral do mundo inteiro.
As emissões de CO2 aumentaram nas últimas décadas, especialmente após a Revolução Industrial do século XVIII, com a utilização dos combustíveis fósseis- carvão mineral e petróleo – respectivamente, que passaram ser empregados em quantidades cada vez maiores.
Um grupo de cientistas associa o aquecimento global ao uso desses combustíveis devido ao excesso de emissões de CO2, causados por eles. De outro lado estão os cientistas e pesquisadores que atribuem o aquecimento global do planeta as causas naturais, não tendo relação com a emissão de gases do efeito estufa.
Apesar das controvérsias, muitos destes cientistas concordam que as mudanças climáticas estão ocorrendo e que medidas preventivas de preservação ao meio ambiente são necessárias e urgentes. Porém, o que se sabe é que só há um meio de se obter energia- tirar do meio ambiente.
Uma das propostas é a mudança da matriz energética, ou seja, a utilização de fontes de energias alternativas que não causam impactos no meio ambiente.
O que está constatado cientificamente é que seja qual for a fonte de energia utilizada, esta causará em maior ou menor grau impacto ambiental e social.
O que precisamos analisar atualmente é o que está por trás dessa ideia de se usar os biocombustíveis como fontes de energias “limpas” ou “verdes”.
 Como devemos chamar esta fonte de energia? Biocombustível ou agrocombustível?
O uso do termo biocombustível não passa de eufemismo, pois a expressão só seria correta se os princípios de sustentabilidade, proteção ambiental e segurança alimentar fossem respeitados.  A realidade tem mostrado que a produção agrícola desta fonte é monoculturista (cana de açúcar, soja, milho e mamona) e com todos os aparatos dos agronegócios, por isso o termo correto é agrocombustível.
“Há que se atentar para o fato de que os agrocombustíveis representam o interesse de grandes empresas de petróleo, de bancos, de governos e de estruturas organizacionais que possuem grandes áreas de terra (exemplo dos latifundiários e do capital do agronegócio). Estas entidades já se preparam para entrar no mercado, pois conhecem o jogo geopolítico mundial e sabem das necessidades cada vez mais urgentes de energia dos blocos desenvolvidos.” (TOMMASSELLI, 2012, p. 50).

Fontes de energias limpas? Qual o “rastro ambiental” do agrocombustível?
Muitas questões devem estar em pauta quando se trata da mudança da matriz energética, tais como: condições de trabalho no campo, agronegócio, ocupação do território, segurança alimentar, desflorestamento, inflação alimentar, perda da biodiversidade, entre outras.

Referência:

 TOMMASSELLI, José Tadeu Garcia, Gestão do território: energia e meio ambiente. Rede São Paulo de Formação de Docente. Cursos de Especialização para o Quadro do Magistério da SEESP/Ensino Fundamental II e Ensino Médio. UNESP – Universidade Estadual Paulista / Governo do Estado de São Paulo; Secretaria de Estado da Educação. São Paulo, 2012. p. 10-78

Autoria:
Grupo Sol de Primavera
Alice Aparecida Gimenez
Ester de Souza Menezes
Regiane Beluco
Sônia Aparecida Nunes

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