O Brasil dos Agrocombustíveis
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Os Impactos das Lavouras sobre a Terra, o Meio e a Sociedade
Na safra em que o otimismo generalizado no setor sucroalcooleiro foi substituído pelo receio quanto ao futuro, quem "pagou o pato" foram os empregados rurais, cujas condições de trabalho e de remuneração, já distantes do ideal, precarizaram-se ainda mais. Essa é uma das avaliações apresentadas pelo relatório "O Brasil dos Agrocombustíveis - Cana 2008 - Impactos das lavouras sobre a terra, o meio e a sociedade", do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) da ONG Repórter Brasil.
O Brasil dos Agrocombustíveis
www.rel-uita.org/agricultura/.../el_brasil_de_los_agrocomb-por.htm
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O Brasil dos Agrocombustíveis
Biocombustíveis
Os vegetais são as principais matérias-primas na produção dos biocombustíveis.
Conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE), aproximadamente 87% de todo o combustível consumido no mundo é de origem fóssil: carvão mineral, petróleo e gás natural. Porém, essas substâncias, além de extremamente poluentes, são finitas, ou seja, irão se exaurir da natureza. Portanto, o desenvolvimento de novos combustíveis, cuja origem seja renovável, é de fundamental importância. Nesse sentido, os biocombustíveis surgem como uma alternativa eficaz.
Os biocombustíveis são fontes de energia renováveis oriundas de produtos vegetais e animais. As principais matérias-primas para a produção são a cana-de-açúcar, beterraba, sorgo, dendê, semente de girassol, mamona, milho, mandioca, soja, aguapé, copaíba, lenha, resíduos florestais, excrementos de animais, resíduos agrícolas, entre outras.
O processamento dessa matéria orgânica origina um óleo, que pode ser misturado aos derivados do petróleo (gasolina, diesel, etc.) ou utilizado puro. Os principais biocombustíveis são: etanol, metanol, biodiesel, bio-óleo, biogás, bioetanol, óleo vegetal e E85. Algumas dessas substâncias possuem uma porcentagem de derivados de petróleo, no entanto, a maioria é formada apenas por produtos de origem vegetal e/ou animal.
Especialistas afirmam que a utilização do biocombustível oferece uma série de vantagens: emite menos gases poluentes durante a combustão, contribui para o aumento de emprego na zona rural, é uma fonte renovável e reduz a dependência de fontes de origem fóssil. Porém, existem opositores ao uso do biocombustível em larga escala. Essa vertente alega que a matéria-prima (alimentos) deveria ser destinada à população, além de uma série de problemas ambientais que podem ser originados pela intensificação das plantações de cana-de-açúcar: perda de nutrientes do solo, erosão, desmatamentos, etc.
O biocombustível é um tema muito importante nas discussões da matriz energética mundial. Sendo assim, ele merece uma análise criteriosa, onde possam ser abordados seus aspectos positivos e negativos. Visando proporcionar conteúdos sobre o tema em questão, disponibilizamos uma seção sobre biocombustíveis, contendo vários artigos sobre suas características, obtenção, vantagens e desvantagens.
Produção de Biocombustíveis
Hbio: óleo vegetal + óleo mineral = diesel de qualidade superior
Produção de Biocombustíveis
A busca por energias alternativas nos levou ao desenvolvimento do Biodiesel e do processo HBio, além de ampliarmos a comercialização e a produção do etanol.
Para fortalecer nossa atuação nesse segmento, criamos a Petrobras Biocombustível, subsidiária integral que tem como objetivo desenvolver e gerir projetos de produção de biodiesel e etanol.
Com estes projetos, atenderemos parte da demanda mundial crescente por biocombustíveis, que contribuem para diversificar a matriz energética, com impacto positivo sobre a redução do aquecimento global.
A produção de biocombustíveis possibilita ainda a geração de emprego e renda no campo, aproveitando as condições favoráveis do país, como clima, água e uma grande fronteira agrícola a ser explorada, sem a necessidade de avançar sobre áreas florestais ou reservas demarcadas.
Biodiesel
Com o biodiesel, apresentamos uma alternativa viável de biocombustível produzido a partir de diversas oleaginosas, como mamona, algodão, amendoim, dendê, girassol e soja, além de matérias-primas alternativas, como gordura animal, óleos de frituras e gorduras residuais.
Além do benefício ambiental, a produção de biodiesel reduzirá a necessidade de importação de óleo diesel, favorecendo o resultado de nossa balança comercial.
Contamos com três usinas que produzem biodiesel na Bahia, Ceará e Minas Gerais e duas, em parceria, nos municípios de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS). Juntas, as cinco unidades têm capacidade para produzir cerca de 700 milhões de litros de biodiesel/ano.
Além delas, dispomos de uma usina em Guamaré (RN), que está sendo adaptada para a comercialização.
Todas as nossas usinas possuem o “Selo Combustível Social”, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Estamos firmando parcerias com entidades representativas de agricultores familiares para fornecimento de oleaginosas. Nossa meta é trabalhar com 80 mil famílias residentes nas regiões próximas as usinas, com assinatura de contratos de longo prazo, garantia de preços justos, distribuição de sementes e prestação de assistência técnica, além de um programa inicial de correção de solo.
Seguimos as diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel e nossas usinas possuem sistemas de instrumentação e controle automatizados.
Além da adição do Biodiesel ao combustível, nossos pesquisadores desenvolveram também o processo HBio. Com esta tecnologia, acrescentamos uma nova forma para a produção de biocombustíveis complementar ao Programa Brasileiro de Biodiesel.
O processo de produção de HBio permite a mistura de óleos vegetais ao óleo mineral, diretamente na unidade de refino, obtendo como resultado um diesel de qualidade superior àquele produzido exclusivamente a partir do petróleo.
Etanol
O etanol ganhou espaço no cenário internacional como combustível limpo e renovável. Neste campo, temos a experiência adquirida em mais de 30 anos em armazenamento, transporte, adição à gasolina e comercialização.
A mistura do etanol na gasolina contribuiu ainda para que o Brasil fosse um dos primeiros países a eliminar o chumbo da gasolina.
Possuímos participação em dez usinas em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e em Moçambique, na África. Sua capacidade de moagem é superior a 24 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e de produção de aproximadamente 1 bilhão de litros de etanol/ano.
Agricultura Familiar
O Programa de Suprimento Agrícola para a produção de biodiesel da Petrobras Biocombustível mantém parceria com cerca de 60 mil agricultores familiares em nove estados brasileiros. Oferecemos assistência técnica, contratos com prazo de cinco anos e garantia de preço de mercado.
Pesquisa e Tecnologia
Até 2015 iremos investir US$ 300 milhões em pesquisas com etanol de segunda geração (feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar), biocombustíveis de aviação (Bioqav) e no aprimoramento do processo produtivo assegurando a vanguarda em sustentabilidade.
Produção de Biocombustíveis - Petrobras
www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/.../producao-biocombustiveis/
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Agrocombustíveis alimentam grilagens de terras
Com o incentivo aos agrocombustíveis, para a produção do etanol, as velhas grilagens voltam à tona, tentando tirar o pequeno agricultor de suas terras e interferindo nas suas tradições culturais.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Fome x Agrocombustível
Segurança
alimentar está ameaçada pelo agrocombustível e agrodiesel.
A
Segurança Alimentar e Nutricional significa garantir, a todos, condições de
acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente, de modo
permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com
base em práticas alimentares saudáveis, contribuindo, assim, para uma
existência digna, em um contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana.
(Cúpula Mundial Da Alimentação1996)
De acordo com a FAO, no mundo há 1,017 bilhão de famintos, dos quais 642 milhões são da Ásia e do Pacífico, 265 milhões da África, 42 milhões da América Latina e Caribe e 15 milhões dos países desenvolvidos.
Este número mostra que uma em cada seis pessoas não tem o que comer no mundo. Por que está realidade se há terras agricultáveis?
Veja uma resposta para esta questão assistindo ao vídeo
Acesse https://www.fao.org.br/# para ver outras quatro reportagens sobre o assunto.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Biocombustível e sustentabilidade
A produção do biocombustível deve ser baseada nos três pilares da sustentabilidade, o ambiental, o econômico e o social.
Biocombustível, é mesmo uma fonte de energia limpa?
Biocombustível, é mesmo uma fonte de
energia limpa?
O biocombustível surge como uma das soluções para a crise
energética mundial e com um apelo ecológico no que se refere ao aquecimento
global, mas há desafios a serem resolvidos, pois esta fonte de energia renovável
também possuem vantagens e desvantagens.
É um
engano pensar que os biocombustíveis são fontes de energia limpa, eles também liberam
monóxido de carbono (CO2), óxido nitrosos (NOx) e os
compostos orgânicos (COV), particulados e outros poluentes na atmosfera, porém
em níveis menores que as fontes fosseis.
Biocombustíveis:
vantagens e desvantagens
1.
Vantagens de uso dos biocombustíveis
-
Possibilita o fechamento do ciclo do carbono (CO2), contribuindo
para a estabilização da concentração desse gás na atmosfera (isso contribui
para frear o aquecimento global);
- No caso
específico do Brasil, há grande área para cultivo de plantas que podem ser
usadas para a produção de biocombustíveis;
- Geração
de emprego e renda no campo (isso evita o inchaço das cidades);
- Menor
investimento financeiro em pesquisas (as pesquisas de prospecção de petróleo
são muito dispendiosas);
- O biodiesel
substitui bem o óleo diesel sem necessidade de ajustes no motor;
- Redução
do lixo no planeta (pode ser usado para produção de biocombustível);
-
Manuseio e armazenamento mais seguros que os combustíveis fósseis.
2.
Desvantagens do uso dos biocombustíveis
- Consome
grande quantidade de energia para a produção;
- Aumento
do consumo de água (para irrigação das culturas);
- Redução
da biodiversidade;
- As
culturas para produção de biocombustíveis consomem muitos fertilizantes
nitrogenados, com liberação de óxidos de nitrogênio, que também são gases
estufa;
-
Devastação de áreas florestais (grandes consumidoras de CO2) para
plantio das culturas envolvidas na produção dos biocombustíveis;
-
Possibilidade de redução da produção de alimentos em detrimento do aumento da
produção de biocombustíveis, o que pode contribuir para aumento da fome
no mundo e o encarecimento dos alimentos;
-
Contaminação de lençóis freáticos por nitritos e nitratos, provenientes de
fertilizantes. A ingestão desses produtos causa problemas respiratórios, devido
à produção de meta-hemoglobina (hemoglobina oxidada);
- A
queima da cana libera grandes quantidades de gases nitrogenados, que retornam
ao ambiente na forma de “chuva seca” de fertilizantes, segundo pesquisa do
químico ambiental Arnaldo Cardoso e publicada na revista “Unesp Ciência”,
edição de fevereiro de 2010. Nos ambientes aquáticos, o efeito é muito rápido:
proliferação de algas, com liberação de toxinas e consumo de quase todo
oxigênio da água, o que provoca a morte de um grande número de espécies.
Crédito: Sandro
Falsetti / 'Unesp Ciência' fevereiro de 2010, pág.43.
http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/biocombustiveis.asp
Como se
vê, os biocombustíveis não são a grande solução para o problema energético
do mundo. É preciso pensar a produção do biocombustível de maneira que respeite
os princípios de sustentabilidade e proteção ambiental.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Biocombustíveis: será mesmo a solução para o aquecimento global?
Autor: Simon
Fonte; http://www.biodieselbr.com/charges/simon/combustivel-alternativo-23-01-08.htm
O que há por
trás do uso dessas fontes de energia consideradas “limpas”? O predomínio do
agronegócio? Interesses capitalistas? Expulsão do pequeno agricultor do campo? Segurança alimentar?
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