domingo, 9 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Debate sobre agrocombustíveis
O debate crucial dos próximos anos
Washington Novaes
Quem esteja acompanhando minimamente o noticiário sobre mudanças climáticas sabe que a questão central dos próximos anos e décadas no mundo e no Brasil será a energia - que fontes vamos usar, que vantagens e conseqüências negativas pode ter cada uma delas. O caso do etanol, o álcool da cana-de-açúcar, é uma dessas questões que já ocupam largo espaço na comunicação.
Terá o etanol impacto inflacionário (Estado, 7/5), como temem analistas do Banco de Compensações Internacionais, por aumentar a demanda de milho (ou de cana) e a escassez de terra para outros alimentos? Exigirá a Europa certificação do etanol brasileiro, para evitar ocupação de áreas do Pantanal e da Amazônia pela cana (Estado, 17/4)? Falta-nos um marco regulatório para essa área, como afirma o ex-embaixador nos Estados Unidos Rubens Barbosa (24/4)? A expansão da cana voltou a aumentar o preço das terras e a expulsar para mais longe culturas de alimentos e pecuária (15/4)? O etanol usado como combustível é um risco para a saúde humana (Stanford Report, 15/2)? É insalubre e injusto o regime de trabalho nas culturas de cana, que exige do trabalhador cortar de 10 a 15 toneladas diárias para ganhar entre R$ 24 e R$ 36 diários - obrigando esse cortador a desferir a cada dia milhares de golpes de facão, carregar 800 feixes de 15 quilos, segundo depoimentos?
E a oferta de energia? Precisamos mesmo de megahidrelétricas na Amazônia e em outras partes, com elevados custos financeiros, sociais e ambientais? Ou podemos até reduzir em mais de 30% nosso consumo, com programas eficientes de conservação e eficiência energética, como afirmam alguns estudos de universidades já citados aqui? Se as hidrelétricas não forem licenciadas, teremos de recorrer à energia nuclear (muito mais cara, insegura, sem solução para o problema do lixo nuclear), como ameaça o presidente da República?
Tudo isso está nos jornais e na TV. Mas não está num debate aprofundado de todas essas questões, liderado pelo próprio governo federal, como deveria ser - para que a sociedade pudesse informar-se com segurança, participar, opinar, como deve ser numa democracia. Mesmo no caso do etanol, além das questões mencionadas acima, muitas outras já deveriam estar nessa pauta - como a necessidade de um zoneamento para a expansão; as implicações das monoculturas; a garantia de suprimento (para evitar desabastecimento como em 1989/1990); e outras implicações da cultura da cana na chamada área ambiental e na de saúde.
Um trabalho que chama a atenção para isso é Biocombustível, o mito do combustível limpo, do professor Arnaldo Alves Cardoso, do Instituto de Química de Araraquara (Unesp). Começa ele lembrando que “esta qualidade da limpeza do álcool ainda está longe de ser real e continuamos emitindo poluentes para a atmosfera e poluindo nossas cidades, campos, rios e florestas”. Porque, se o etanol tem um balanço zero no que diz respeito ao efeito estufa (o carbono emitido na queima de combustível volta a se fixar na cana durante o seu crescimento) –e desse ponto de vista é mais adequado que os combustíveis fósseis–, há outros problemas a considerar com elementos incorporados sob a forma de adubo no processo de crescimento da planta (enxofre, nitrogênio, fósforo e potássio).
Enfatiza o estudo que “já dobrou a quantidade de nitrogênio ativo, que tem atividade química e biológica, com potencial para modificar o meio ambiente” (estudos internacionais recentes dizem que o nitrogênio carreado para os oceanos pela dispersão de fertilizantes - 100 milhões de toneladas anuais - já é um dos mais graves problemas para as águas marinhas). Entre outros danos, ele provoca a chuva ácida, a contaminação das águas e prejuízos para a biodiversidade de florestas naturais. E, como é solúvel na água, pode provocar efeitos indesejáveis “a centenas de quilômetros do local onde foi formado”. Além desse arraste para rios e lagos, problemas podem advir da ação de microrganismos no solo, transformando parte do adubo em gases ou de bactérias em raízes de leguminosas, tornando ativo o nitrogênio inerte do ar. E também com a formação de gases nitrogenados na combustão: “A cultura da cana, direta ou indiretamente, atua nesses quatro mecanismos de formação e dispersão de nitrogênio ativo no ambiente, já que a cada ano se utilizam 100 quilos de fertilizantes por hectare.”
Quando ocorre a queima da palha da cana, “só no Estado de São Paulo se emitem por ano cerca de 46 mil toneladas de nitrogênio ativo para a atmosfera”. A elas deve ser adicionado o nitrogênio gerado na combustão do etanol nos motores. Por isso, “todos os rios e lagos do Estado de São Paulo estão recebendo excesso de nitrogênio ativo”, que favorece o crescimento de grandes quantidades de algas e plantas, “e estas em algum momento apodrecerão e morrerão, modificando a qualidade da água. Processo similar pode ocorrer em florestas preservadas”.
Para complicar mais, parte do nitrogênio transforma-se em ácido nítrico e forma a chuva ácida. Pode também catalisar reações atmosféricas, gerando ozônio, “um grande vilão (para a saúde humana) quando formado na baixa atmosfera”. E ainda não é tudo: a queima da palha da cana emite outros gases e material particulado; a queima do álcool emite formaldeído e acetaldeído, vapores tóxicos (embora menos que o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre e material particulado dos derivados do petróleo).
Conclui o trabalho que “para chamar álcool combustível de limpo é necessário colocar muita sujeira debaixo do tapete”. Lembrando ainda que, no caso da exportação, “iremos arcar com os prejuízos ambientais da produção”. Por isso, como no caso da matriz energética brasileira, nesta hora crucial, é preciso pôr sobre a mesa também a questão do etanol. É um direito da sociedade.
W. Novaes es un destacado periodista brasileño. Este artículo fue publicado originalmente en Estado Sao Paulo, 11 mayo 2007. Se reproduce en nuestro sitio únicamente con fines informativos y educativos
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCMQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.agrocombustibles.org%2Fconceptos%2FNovaesDebateCrucial.html&ei=3s9KUInHK4nq8wTZ34CYCA&usg=AFQjCNFyOIioAnZPV1U7T-kJxarfrBPl8w&sig2=dJfk2pkLEQAoZXZWNH445A
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Debate sobre as mudanças climáticas na Rio+20
Neste vídeo exibido no canal livre (Band News em 27/05/2012) o climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion, professor da Universidade Federal de Alagoas, aponta as verdades e inverdades sobre o Aquecimento Global supostamente causado pelas ações antrópicas.
Para ver o programa na íntegra acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=D9U-8KX2rTo&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=bG-9GpPdKkE&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=1CpEf6YudfQ&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=1zpRONwKYd8&feature=relmfu
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Agrocombustíveis
Saiba mais sobre os impactos ambientais causados pelos agrocombustíveis, acessando o site
http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/
E os links a seguir:
Agricultura familiar e o novo Código Florestal. Disponível em:
<http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/exibe.php?id=210>
Soja valorizada e expectativa de anistia incentivam desmatamento no Brasil. Disponível em
<http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/exibe.php?id=206>
http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/
E os links a seguir:
Agricultura familiar e o novo Código Florestal. Disponível em:
<http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/exibe.php?id=210>
Soja valorizada e expectativa de anistia incentivam desmatamento no Brasil. Disponível em
<http://www.reporterbrasil.com.br/agrocombustiveis/exibe.php?id=206>
O biocombustível e suas controvérsias
http://www.youtube.com/watch?v=SF1MuNFDeOg - Os Caminhos a Energia 4 (6 episódios)
Muito tem se falado nos dias de hoje, sobre o uso dos combustíveis alternativos, com o intuito de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera e consequentemente o aquecimento global.
Esse assunto está na pauta dos políticos, cientistas, ambientalistas e da sociedade em geral do mundo inteiro.
As emissões de CO2 aumentaram nas últimas décadas, especialmente após a Revolução Industrial do século XVIII, com a utilização dos combustíveis fósseis- carvão mineral e petróleo – respectivamente, que passaram ser empregados em quantidades cada vez maiores.
Um grupo de cientistas associa o aquecimento global ao uso desses combustíveis devido ao excesso de emissões de CO2, causados por eles. De outro lado estão os cientistas e pesquisadores que atribuem o aquecimento global do planeta as causas naturais, não tendo relação com a emissão de gases do efeito estufa.
Apesar das controvérsias, muitos destes cientistas concordam que as mudanças climáticas estão ocorrendo e que medidas preventivas de preservação ao meio ambiente são necessárias e urgentes. Porém, o que se sabe é que só há um meio de se obter energia- tirar do meio ambiente.
Uma das propostas é a mudança da matriz energética, ou seja, a utilização de fontes de energias alternativas que não causam impactos no meio ambiente.
O que está constatado cientificamente é que seja qual for a fonte de energia utilizada, esta causará em maior ou menor grau impacto ambiental e social.
O que precisamos analisar atualmente é o que está por trás dessa ideia de se usar os biocombustíveis como fontes de energias “limpas” ou “verdes”.
Esse assunto está na pauta dos políticos, cientistas, ambientalistas e da sociedade em geral do mundo inteiro.
As emissões de CO2 aumentaram nas últimas décadas, especialmente após a Revolução Industrial do século XVIII, com a utilização dos combustíveis fósseis- carvão mineral e petróleo – respectivamente, que passaram ser empregados em quantidades cada vez maiores.
Um grupo de cientistas associa o aquecimento global ao uso desses combustíveis devido ao excesso de emissões de CO2, causados por eles. De outro lado estão os cientistas e pesquisadores que atribuem o aquecimento global do planeta as causas naturais, não tendo relação com a emissão de gases do efeito estufa.
Apesar das controvérsias, muitos destes cientistas concordam que as mudanças climáticas estão ocorrendo e que medidas preventivas de preservação ao meio ambiente são necessárias e urgentes. Porém, o que se sabe é que só há um meio de se obter energia- tirar do meio ambiente.
Uma das propostas é a mudança da matriz energética, ou seja, a utilização de fontes de energias alternativas que não causam impactos no meio ambiente.
O que está constatado cientificamente é que seja qual for a fonte de energia utilizada, esta causará em maior ou menor grau impacto ambiental e social.
O que precisamos analisar atualmente é o que está por trás dessa ideia de se usar os biocombustíveis como fontes de energias “limpas” ou “verdes”.
Como devemos chamar esta fonte de energia? Biocombustível ou agrocombustível?
O uso do termo biocombustível não passa de eufemismo, pois a expressão só seria correta se os princípios de sustentabilidade, proteção ambiental e segurança alimentar fossem respeitados. A realidade tem mostrado que a produção agrícola desta fonte é monoculturista (cana de açúcar, soja, milho e mamona) e com todos os aparatos dos agronegócios, por isso o termo correto é agrocombustível.
“Há que se atentar para o fato de que os agrocombustíveis representam o interesse de grandes empresas de petróleo, de bancos, de governos e de estruturas organizacionais que possuem grandes áreas de terra (exemplo dos latifundiários e do capital do agronegócio). Estas entidades já se preparam para entrar no mercado, pois conhecem o jogo geopolítico mundial e sabem das necessidades cada vez mais urgentes de energia dos blocos desenvolvidos.” (TOMMASSELLI, 2012, p. 50).
Fontes de energias limpas? Qual o “rastro ambiental” do agrocombustível?
Muitas questões devem estar em pauta quando se trata da mudança da matriz energética, tais como: condições de trabalho no campo, agronegócio, ocupação do território, segurança alimentar, desflorestamento, inflação alimentar, perda da biodiversidade, entre outras.
Referência:
TOMMASSELLI, José Tadeu Garcia, Gestão do território: energia e meio ambiente. Rede São Paulo de Formação de Docente. Cursos de Especialização para o Quadro do Magistério da SEESP/Ensino Fundamental II e Ensino Médio. UNESP – Universidade Estadual Paulista / Governo do Estado de São Paulo; Secretaria de Estado da Educação. São Paulo, 2012. p. 10-78
Autoria:
Grupo Sol de Primavera
Alice Aparecida Gimenez
Ester de Souza Menezes
Regiane Beluco
Sônia Aparecida Nunes
A Terra pede Socorro
"http://www.youtube.com/watch?v=neK-syRNR3Y
05/06/2012 - 05 de Junho 2012 Música
Tema do Dia Mundial do Meio Ambiente: A Terra Pede Socorro - Semente
Theme song of World Environment Day: Earth Asks Relief - Seed Canción
del tema del Día Mundial del Ambiente: la Tierra Pide Socorro 05 de
Junho de 2012 Dia mundial do meio ambiente -
Este Ano o tema
do Dia Mundial é: "Seu planeta precisa de você: Unidos contra as
mudanças climáticas". Ele mostra que nações atuem de maneira harmônica
para fazer frente às mudanças climáticas, para manejar adequadamente
suas florestas e outros recursos naturais e para erradicar a pobreza.
DOWNLOAD MP3:
http://www.4shared.com/audio/hZXMgUvy/Daarpop_Boys_-_Semente_2011_La.html
Letra da Música:
http://www.vagalume.com.br/daarpop-boys/semente-tema-mundial-do-meio-ambiente
DOWNLOAD MP3:
http://www.4shared.com/audio/hZXMgUvy/Daarpop_Boys_-_Semente_2011_La.html
Letra da Música:
http://www.vagalume.com.br/daarpop-boys/semente-tema-mundial-do-meio-ambiente
Leitura: energia e meio ambiente
Sobre o livro:
A geração e o uso de energia são dos mais controvertidos problemas ambientais. No entanto, o exagero nas restrições pode causar graves prejuízos ao desenvolvimento de uma região ou de um pais já que sem energia não se vive. Com base nessa questão contraditória, o autor, biólogo e professor da Universidade de São Paulo, faz um balanço da disponibilidade energética existente no Brasil e das alternativas para seu aproveitamento; aponta as implicações de cada uma sobre o meio ambiente e propõe uma energética com base em necessidades reais, que leve em conta o ponto de vista ambiental.
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